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Bolsonaro vai trocar Lorenzoni por ministro a gás

“Não é possível que toda vez que eu entre no Congresso tenha que usar chinelo para não tomar choque!”, afirmou o presidente

CASA GRANDE & VÍDEO – Conselheiros políticos, legislativos, elétricos e hidráulicos foram levados às pressas na tarde desta sexta-feira ao Palácio do Planalto, para resolver um vazamento na articulação política do governo Bolsonaro. O grupo de trabalho foi convocado por  ordem do presidente, que vinha mostrando descontentamento com um chuveiro que lhe foi entregue seis meses atrás. “No tocante a isso daí, percebi que o Lorenzoni era só elétrico”, explicou Bolsonaro. “Então tinha pouca vazão, fazia a rede do Palácio piscar e ainda apresentava uns fios de cabelo desencapados, que podiam dar choque.”

Após análises, o grupo decidiu que a única solução possível seria passar a articulação para um ministro a gás. “Como o ministro a gás emite muito mais dióxido de carbono, acaba por desrespeitar o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris”, explicou o porta-voz do governo, Ricardo Rêgo Barros. “Ou seja: era um nome perfeito para integrar a equipe do presidente Bolsonaro.”

“Essa demonização do gás é, no meu ver, errada”, acrescentou o presidente. “O gás é mais quente e a gente precisa esquentar nossa relação com o Congresso.” O deputado Eduardo Bolsonaro aproveitou a deixa para adiantar os planos do governo de construir um ministro nuclear: “Ele deve surgir da fusão do Weintraub com a Damares, com o Araújo e com o Ricardo Salles. Vai ter um poder de destruição equivalente à de mil tuítes do Olavo.”

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Associação de ex-namorados passa a usar caso Moro como jurisprudência

A ABRASEXECON prevê a anulação de milhares de términos e a devolução de cerca de 28 bilhões de ursinhos de pelúcia com “Eu Te Amo” escrito na barriga

OI, SUMIDA – Veja bem. Eventualmente. No caso. Digamos assim. Pode ser que.  Esses foram alguns dos termos empregados hoje, pelo ministro Sérgio Moro, durante depoimento no Senado a respeito do vazamento de suas conversas no Telegram. O conjunto da obra fez com que Moro recebesse uma homenagem da ABRASEXECON, a Associação Brasileira de Exs e Contatinhos.

“É como se alguém tivesse ouvido nossas D.R.s com ex-conjes (sic) e entendido tudo!”, declarou, em nota, o presidente da associação. Um telão chegou a ser montado, na sede da entidade, para que os associados acompanhassem cada momento da acareação de Moro. Houve comemoração e disparo de fogos de artifício quando o juiz disse: “Não estou dizendo que reconheço autenticidade, não tenho como dizer disso. Do texto, como eu li particularmente e muitas outras pessoas que se pronunciaram sobre o assunto não viram qualquer espécie de infração.”

A fala do ex-juiz passou a ser utilizada em casos de contestação de litígios que até então se encontravam em limbo jurídico e amoroso. “Agora pode ficar claro pra Cláudia, minha atual-ex, que a minha comunicação com minha ex-ex às 4 da manhã é algo comum. É normal a gente manter contato nesse meio. Não tem nenhum problema”, disse um membro associado.

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Bolsonaro nomeia recém-nascido pro BNDES: “Não trabalhou no PT”

A escolha agradou a ministra Damares Alves, já que o bebê já está usando roupinha azul

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DESSA NAÇÃO – “O choro de um infante que é como um país jovem, mas também moribundo, advindo de tempos sombrios e espúrios, tristes mananciais. Tempo? Há. Pra quê? Estão avisados: … .- .. / -.. .- / ..-. .-. . -. – . / –.- ..- . / .- – .-. .- … / …- . — / –. . -. – .”, tuitou Carlos Bolsonaro ao anunciar, antes mesmo de pronunciamento oficial do governo, a contratação de um recém-nascido para a presidência do BNDES. A contratação de J.L. (nome do bebê, que deve ser mantido em sigilo pelos próximos 18 anos em função da idade) veio após a surpreendente demissão de Joaquim Levy da direção do banco.

Na escolha, feita após longa pesquisa, pesou o fator de a criança nunca ter trabalhado ou mesmo conhecido o governo PT.  “Nós lutamos para que um menor de idade possa ser preso, e tenha também o direito de portar arma. Se pode aprender a atirar, como negar a possibilidade de dirigir um banco? Não pode, tá ok?”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro, em coletiva na maternidade, enquanto o novo integrante do governo era amamentado em 48 prestações de dois litros. “Pelo menos é uma teta particular, não é uma do governo, tá ok? kkkkkk”, brincou posteriormente o presidente em seu Twitter.

“Realmente consideramos isso daí. No tocante à falta de contato com o governo PT nós realmente demos esse peso aí. Pensamos em chamar um gringo, mas não deu muito certo com o Vélez, então fomos para um plano B. B de bebê”, justificou Bolsonaro.

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Tuíte em código morse de Carlos era demissão de Santos Cruz

Ao final do dia, Carlos Bolsonaro afirmou estar desistindo de usar o Código Remorse e passou a tuitar na língua do P

¯\_(ツ)_/¯ – Mistério revelado. Os tuítes publicados hoje, ao longo do dia, pelo vereador e Demitidor Geral da União, Carlos Bolsonaro, não estavam em código morse, e nem versavam sobre Lula. Os caracteres, na verdade, fazem parte de uma linguagem chamada Código Remorse, inventada pelo guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, e serão usadas, de agora em diante, toda vez que Carluxo ordenar a demissão de um novo ministro.

“Resolvemos inaugurar com o general Santos Cruz, até como uma forma de homenagem ao processo de fritura dele, que já ocorria havia três meses”, explicou o porta-voz da presidência, general Rêgo Barros, enquanto checava o Twitter do Filho Zero Dois para saber se mais algum militar havia sido demitido nas últimas horas. “Além disso, foi a melhor forma encontrada, pelo presidente, para tentar desviar o assunto para algo que não seja as conversas por Telegram do ministro Sergio Moro.”

Antes mesmo do anúncio oficial da demissão de Santos Cruz, Olavo tuitou: / .. … … — / .- -.-.– -.-.– -.-.– / -.-. …. ..- .–. .- / — .. .-.. .. -.-. — -.-.– -.-.–, frase que levou desconforto na ala militar do governo. Em uma tentativa de apaziguamento da situação, Carlos Bolsonaro escreveu: -.-. .- .-.. — .- –..– / — . … – .-. . –..– / -. — / … . / . … –.- ..- . .- / -.. — / .-. . — -.. .. — / -.. .- … / .—- —.. …. Em resposta a seu pupilo, Olavo finalizou a conversa: ..-. . -.-. …. .- / . … … . / -.-. ..- / .–. .-. .- / ..-. .- .-.. .- .-. / -.-. — — .. –. — -.-.– . Analistas afirmam que: -… .. -.-. …. — –..– / –.- ..- . / -.. — .. -.. . .-. .-

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Padilha e Netflix confirmam mais 127 temporadas de “O Mecanismo”

Sérgio Hondjakoff, o eterno Cabeção de Malhação, é cotado para o papel de Deltan Dallagnol FOTO: PEDRO LADEIRA/FOLHAPRESS

HISTÓRIA SEM FIM – Críticos achavam que a série “O Mecanismo” já era carta fora do baralho. Muitos fãs desembarcaram ao fim da primeira temporada e não voltaram para acompanhar a segunda. Executivos apostavam que o caminho que a gigante Netflix deveria seguir era outro. Tudo isso até a noite desse domingo, quando o site The Intercept Brasil divulgou uma série de conversas vazadas entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro, o que catapultou a série sobre a Operação Lava Jato de volta ao centro dos holofotes.

“Não tem outro jeito, a cada temporada a gente tem que ficar mudando, refazendo personagem, então já vamos fazer uma temporada por semana pra ver se dá conta”, afirmou José Padilha, diretor da série, durante uma coletiva de imprensa organizada às pressas. “Nós fomos buscar inspirações em produtos de longa duração que têm sim seus altos e baixos, mas que sabem seguir em frente, como ‘Malhação’, ‘A Praça É Nossa’ e a camisa amarela da Seleção Brasileira. Estamos pensando em expandir os negócios e criar parques temáticos da série, com versões em Curitiba e Brasília. Aproveitar essa alta do dólar e pegar o público brasileiro que não pode mais ir pra Disney.”

Estilisticamente a série deve seguir os passos da aclamada “Black Mirror”, com caminhos narrativos inusitados sendo explorados a cada episódio: “Obviamente teremos um capítulo todo passado dentro do Telegram dos personagens e um em PowerPoint, escrito pelo próprio Dallagnol. Também pensamos em um que seja contado apenas por tuítes do Carlos Bolsonaro, que pende mais pro realismo fantástico, e um mais artístico, de animação, que se passa em desenhos da barba do juiz Marcelo Bretas”, adiantou Padilha.

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Fraude no Lattes: Witzel confundiu Harvard com Havan

“Não sabia que o véio da Havan agora vendia diploma também”, afirmou Ciro Gomes ao saber do caso. ILUSTRAÇÃO: PAULA CARDOSO

GRÁVIDA DE TAUBATÉ – Um gabinete de crise foi montado no Palácio Guanabara, sede do governo estadual do Rio de Janeiro, para explicar por que o governador Wilson Witzel teria inventado que estudou em Harvard. “Se ele mentisse dizendo que foi do Bope, da Brigada Paraquedista ou dublê do Vin Diesel, a gente até entenderia”, explicou um assessor. “Mas Harvard? Que que um cara que quer ser presidente do Brasil ganha inventando que estudou em Harvard?”

Horas depois, o mistério foi desfeito: Witzel teria confundido a universidade de Harvard com uma ida às lojas Havan, onde participou de um institucional em homenagem ao decreto das armas. “Foi culpa da Estátua da Liberdade que tem na frente da loja, e daquele careca, dono da loja, que parece um reitor”, explicou o próprio Witzel, após ter seu curriculum lattes abatido por um sniper. “E eu estava meio desorientado, descendo do helicóptero depois de metralhar uma comunidade.”

Witzel afirmou ter feito os cursos de Bolsonarismo 1, 2 e 3 durante seu período de estudos na loja: “Isso me deu uma formação sólida para o uso do Twitter, além de um network com todos os influenciadores das milícias do Rio.” Em seguida virou-se para uma câmera e disse: “E a Havan entende tanto quanto a Harvard quando o assunto é economia!” O MP do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para investigar o merchan feito pelo governador.

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Depois de chocolate, Weintraub usa balas (de revólver) em novo vídeo sobre educação

Após errar o nome do escritor Franz Kafka e a conta de quantos chocolates representam 30%, o ministro da Educação teme repetir de ano em literatura e matemática

DOCES OU TRAVESSURAS – “Você imagina que esse fuzil 762 aqui é a CAPES. Estamos apenas colocando o fuzil em modo travado, para que nenhuma bala seja disparada”, explicou o Ministro da Educação, Abraham Weintarub, em novo vídeo sobre a suspensão de bolsas de mestrado e doutorado pelo sistema CAPES. “Não é isso que a esquerda quer? Tiro nenhum? Então, aí está!”, afirmou em seguida, despertando risos no presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou a live organizada em conjunto pelo MEC e pela National Rifle Association.

A nova live ocorreu um dia após Weintraub usar chocolates para tentar explicar o corte de 30% no orçamento das universidades federais. “A gente percebeu que o chocolate excluía 14 milhões de brasileiros que são diabéticos. Se fosse trocado por bolinha de queijo, ia deixar de fora outros 10 milhões que têm colesterol alto. Já a linguagem da bala é universal. Inclui os 57 milhões que votaram no presidente e todo o resto que ficou de mimimi depois desse último decreto dele”.

“A gente tá pedindo, simplesmente, que três tirinhos e meio, dessas cem balas, sejam economizados”, explicou o ministro, atualizando a metáfora sobre os cortes de chocolate. “A gente não tá falando pra pessoa que a gente vai parar de atirar, não tá parando, deixa pra fuzilar depois de setembro, é só isso que a gente tá pedindo, isso é segurar um pouco”, declarou. Aproveitando que Weintraub cortou uma bala de kalashnikov ao meio, Bolsonaro tomou da mão do ministro a outra metade e comeu.

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