Bolsonaro lança rachadinha auditável para evitar calote de funcionários-fantasma

O senador Flavio Bolsonaro já pautou 300 assessores-fantasma para se debruçar sobre o tema Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

ESCOLHA DIFÍCIL – “É tanta corrupção nesse país que não dá nem pra confiar mais em funcionário-fantasma!”, desabafou o presidente Jair Bolsonaro durante uma coletiva de imprensa, realizada hoje, para anunciar o seu projeto de instituir a rachadinha auditável nos gabinetes de toda a sua família. O tema ficou premente depois que a repórter Juliana dal Piva, do UOL, revelou que um ex-familiar lotado no gabinete de Bolsonaro desrespeitava o acordo de rachadinha na época em que o presidente ainda era deputado federal.

“Bom era na época da Ditadura, em que o funcionário-fantasma virava fantasma quando não cumpria a rachadinha”, continuou Bolsonaro. “Mas agora vêm os Direitos Humanos e não deixam a gente punir com rigor um comunista infiltrado no meu gabinete que pegava o salário dele, pago com dinheiro público, e resolvia guardar em vez de colocar no meu bolso. Absurdo isso daí, tá ok?”

No Twitter, as hordas bolsonaristas já subiram a hashtag #RachadinhaAuditável para pressionar o Congresso a passar a lei que pode dar fim a mais essa insegurança jurídica. “Eu tenho provas de que era pra eu receber uma rachadinha vultosa no primeiro turno de 2018”, esbravejou. “E digo mais! Se não tiver rachadinha auditável, vamos ter problemas com o pagamento da escola das crianças do Flávio em 2022.”

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