Com nova contagem do ministério da Saúde, vírus ganha excludente de ilicitude

Governo deve adotar o mesmo critério para derrubar o preço do dólar e o número de filhos investigados do presidente

MAQUIAGENS JEQUITI – “Tem que deixar o vírus trabalhar em paz, tá ok? Agora qualquer um que tem uma gripezinha aí já acusa o corona, é tudo corona, aí vem os Direitos Humanos e bota a culpa no corona. Porra! Mas quantas dessas mortes aí não foram causadas quando o corona tava em serviço? Aí entra tudo no mesmo balaio? Tá errado!!”

Foi com essa fala firme que o presidente Jair Bolsonaro anunciou que seu novo capacho da Saúde, o médico Marcelo Queiroga, aplicou às mortes pela Covid-19 o conceito de excludente de ilicitude. “O presidente também pensou em chamar de auto de resistência, mas a palavra resistência poderia passar uma ideia de resistência imunológica, que não é uma coisa que combina muito com a pasta da Saúde”, explicou Queiroga.

Com o novo sistema de cálculo, o governo já conseguiu baixar o número de óbitos em São Paulo de 1.021 para 281 em um único dia. “Isso aí é matemática, e matemática é uma ciência exata tá ok?”, explicou Bolsonaro “Então pode parar de falar que eu não uso a ciência no combate a isso daí.” A comunidade matemática já vinha observando as habilidades do presidente desde que ele transformou um ministro da saúde em dois – mas que no fundo  equivalem a zero.

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