Depois de atacar Adnet, Secom agride o arroz

O governo não cogita lançar uma campanha saudando a mandioca, apesar de ela não ter sofrido reajustes

PANELA DEPRESSÃO – O recente aumento no preço do arroz vem tirando dinheiro do bolso dos brasileiros, mas também tem atrapalhado a vida do governo Bolsonaro. A pressão chegou à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência que, depois de agredir o comediante Marcelo Adnet na semana passada, agora voltou sua ira contra o popular grão: “Erramos. Acreditamos que seria possível unir todo o país em torno de bons valores e de bons exemplos. Afinal, ninguém é contra a bondade, o amor ao próximo, o sacrifício por inocentes, certo? Errado! Infelizmente, há quem prefira subir de preço e fazer pouco dos brasileiros.”

A declaração é o primeiro ato da ofensiva que visa minimizar a importância do arroz no dia a dia do país. “No tocante a isso daí a gente sabe de onde vem historicamente o arroz: da Ásia, que é onde fica a China. Então não vamos deixar cair nessa armadilha comunista!”, afirmou o presidente Bolsonaro. “Patriota de bem agora come feijão com leite condensado, tá ok?” O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou também um novo imposto sobre livro de receitas que trazem sugestões com arroz de brócolis, arroz com passas, e arroz à grega – que foi rebatizado de arroz à americana em homenagem ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Para deixar mais do que clara a sua indignação para com o arroz, a Secom também anunciou que o secretário Mário Frias – o famoso Weintraub da Cultura – vai gravar um vídeo exaltando os verdadeiros heróis nacionais, como os grãos da soja e do milho, que resistiram à pressão das ONGs e do politicamente correto para desbravar a Amazônia e o Pantanal, qual verdadeiros bandeirantes.

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