Destino de fantasias usadas por Doria durante mandato cria tensão

Durante o evento, João Doria vestiu sua nova criação: a fantasia de prefeito de Miami

 

PLAYCENTER – “Eu e a prefeitura seguiremos amigos. Mas por desavenças artísticas eu decidi seguir carreira solo”. Foi assim que, ainda fantasiado de prefeito, João Doria anunciou em coletiva de imprensa o lançamento de sua pré-candidatura para o governo de São Paulo. Doria aproveitou o evento para acalmar os ânimos de grupos que disputam a custódia das roupas usadas por ele durante os dois anos de mandato na prefeitura. “As pessoas têm que manter a compostura. A ideia é justamente aumentar o acervo. Estando no governo do Estado eu vou poder me fantasiar de caipira, de caiçara e muito mais. Quem sabe um dia não chego à Presidência e posso usar roupa de índio, de gaúcho e até de retirante?”

Mesmo com o discurso apaziguador, a tensão entre membros do PSDB e a diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo segue firme. Enquanto correligionários tucanos reivindicam os figurinos do alcaide para exibição em um museu a ser construído, os responsáveis pelo desfile carnavalesco da cidade afirmam que o guarda-roupa de Doria poderia alimentar os festejos da cidade pelos próximos dois anos em que o prefeito não estará no comando da cidade.Fontes próximas ao gabinete dizem haver ainda um possível terceiro destino para os trajes concebidos pela equipe do prefeito/estilista: um leilão externo que poderia trazer fundos para a campanha. Questionado sobre o assunto, o candidato, vestido como a personagem Velha Surda de A Praça É Nossa, desconversou de maneira descontraída e fingiu não ouvir.

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