Enquanto Bolsonaro não cai, Globo vai reprisar grandes impeachments

“São os conspiradores do terceiro milênio, amigos!”, grita Galvão Bueno

PLANALTAZO – “Haja acordão, amigo!”, exclama um empolgado Galvão Bueno, nas chamadas para a nova série de reprises da Rede Globo. Depois de reprisar as grandes vitórias da seleção brasileira, a emissora anunciou a exibição de impeachments históricos enquanto não chega a vez de transmitir ao vivo o  impedimento de Jair Bolsonaro. “E daí? Eu sou Messias mas não faço grade de televisão, tá ok?”, respondeu o futuro ex-presidente quando questionado sobre as exibições.

Foram resgatados registros dos processos de Getúlio Vargas, Fernando Collor de Mello, Dilma Rousseff e até mesmo de grandes escretes internacionais. “Dependendo do tempo que levar até a vez do Bolsonaro, poderemos exibir as tentativas de impeachment de Bill Clinton e Donald Trump”, antecipou Galvão. “Mas há uma resistência dos anunciantes, pois jogo em zero  zero não costuma dar ibope.” Em último caso, a Globo pode exibir o impeachment de Eurico Miranda no Vasco e de Rogerio “Bambu”, ex-presidente da Estopim da Fiel, torcida organizada do Corinthians.

Os processos antigos serão exibidos aos domingos, antes do Faustão, com comentários do eterno Roberto Jefferson, o locutor dos impeachments de 1992 e 2006, que fez fama com o bordão “Pode tudo, Arnaldo!”. Galvão Bueno promete emoção: “Isso é para quem gosta de jogo pegado, cheio de infração, que termina com o juiz apontando para o Centrão do gramado!”

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