Hotel dos Emirados Árabes perde 6 estrelas por reclamações contra hóspede brasileiro

Para cortar custos, o hotel vai usar o mesmo molho de chaves para os quartos 58 e 66 MONTAGEM DE PAULA CARDOSO

UM DIA DE FÚRIA – Reviravolta no luxuoso universo da hotelaria de ponta. Hoje o Emirates Palace, de Abu Dhabi, amanheceu sem suas seis estrelas, que o faziam ser reconhecido como um dos hotéis mais prestigiosos do mundo. A medida urgente, tomada pela Associação dos Hotéis Sustentáveis Construídos com Trabalho Escravo, decorreu das 718 reclamações registradas, entre 3h e 4h da madrugada, em função dos gritos vindos de um quarto ocupado por um eloquente hóspede brasileiro.

“É um absurdo”, reclamou um hóspede americano, enquanto comia um macarrãozinho na manteiga com ouro ralado. “A gente não passa a vida investindo em empresas de opiáceos e armas para depois pagar 30 mil dólares na diária de um quarto onde nem sequer se dorme em paz.” A revolta foi endossada por um segundo hóspede – um cachorro de meia idade, da raça bichon frisé, que herdou 58 bilhões de dólares de sua falecida proprietária: “Eu estive hospedado no Maksoud Plaza, em 1992, quando o Axl Rose jogou uma cadeira pela janela. Mas isso que presenciei ontem foi de uma violência sem precedentes.”

Com o downgrade e a fuga de hóspedes, o Emirates Palace foi obrigado a redefinir o preço de sua estadia. “Estamos confiantes que conseguiremos competir de igual pra igual com o Hotel dos Solteiros, na Lapa, e com o Motel Oklahoma, na Avenida Brasil”, disse o porta-voz. “Mas também não descartamos a ideia de transformar o espaço numa filial da Droga Raia ou do Barra Music.”

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