Miliciano é cancelado por se fantasiar de presidente

O presidente Jair Bolsonaro pretende tombar a arminha de mão como patrimônio imaterial reconhecido pelo Iphan, o Instituto do Policial Histórico e Artístico Nacional

LUGAR DE BALA – Polêmica no carnaval. Um miliciano do Rio de Janeiro foi cancelado (não confundir com fuzilado) por seus companheiros de crime ao se fantasiar de presidente da República. A fantasia caiu como uma bomba (fabricada pela Taurus) no grêmio estudantil de Rio das Pedras, encabeçado por um grupo de ex-PMs conhecidos pelo ativismo em áreas como gás, gatonet e assassinato de aluguel.“Nós passamos décadas lutando para ter um lugar de fala, impondo a nossa cultura para conseguir ser respeitado por aquilo que nós somos”, explicou o ativista paramilitar Lobato. “Aí vem esse sujeito, em pleno carnaval, e resolve vestir uma fantasia que não condiz com os nossos valores.”Para Lobato – que chegou a ser cotado para ministro da Casa Civil -, o mais duro é ver que o cidadão continua fazendo uso de termos e práticas típicos da milícia – como queima de arquivo, insulto a mulher e agressão arbitrária – mesmo negando a indumentária característica do grupo. “Ele precisa se decidir sobre quem é. Precisa honrar os antigos, sem medo de defender nossa tradição. Se não vai continuar cancelado.”

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