Nota de pesar: piauí Herald lamenta não ter feito piada com Renato Feder a tempo

O mais cotado para assumir a Educação é um general qualquer interino que não entende nada de Educação

AUTOCRÍTICA – O The piauí Herald errou. E em respeito à democracia, às instituições e ao sacro poder da piada, é que o jornal vem por meio desta pedir desculpas ao seu leitorado. Falhamos.

Falhamos ao depositar demasiada confiança no tempo. Falhamos ao não ver a obviedade dos dados. Falhamos ao acreditar na solidez dos fatos, sem no entanto lembrar que tudo que é sólido se desmancha no governo Bolsonaro. Falhamos.

A verdade estava evidente, escancarada, nua e crua diante de nossos olhos. Bastava seguir as projeções de curva. O ministro Weintraub caíra em um ano, seu sucessor, Decotelli, caíra em cinco dias. A geometria estava lá para nos mostrar que Renato Feder não resistiria ao fim de semana. Mas não. Tomados por um excesso de fé, ou de confiança – seria isso que os gregos convencionaram chamar de hubris? -, nos deixamos tomar pela letargia de quem acreditava que o novo ministro da Educação resistiria ao correr de pelo menos uma semana. Falhamos.

Quantas piadas perdemos? Quantas chances desperdiçadas de trocadilhos com o verbo “feder”? Onde estávamos enquanto o povo supria sua sede de piadas com a verborragia chucra do Twitter? Falhamos.

Poderíamos ter feito piadas com a física aplicada. Poderíamos ter falado sobre o conceito de ministro quântico inventado por Bolsonaro, em que o postulante ao cargo se demite antes mesmo de ser contratado. Poderíamos ter questionado quais qualificações o referido personagem iria inventar para seu currículo Lattes. Mas não. Falhamos.

Por isso pedimos sinceras desculpas aos leitores. Cientes do nosso dever cívico, estaremos a postos para fazer uma piada com o futuro ministro da Educação com o prazo máximo de 30 segundos após a nomeação. É o nosso compromisso com o país. Seguimos.

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