Para se distanciar de Ricardo Salles, partido Novo vira o Novo Novo

O Novo Novo
Salles mostra onde fica a sede do Novo Novo, que deve ser alvo da próxima queimada FOTO: PEDRO LADEIRA/FOLHAPRESS

LATA VELHA – “Foi um rebranding necessário, para dar esse mindset de algo clean, ecofriendly, que é a cara do Novo Novo.” Foi com essas palavras que economista João Amoedo anunciou, durante uma coletiva de imprensa ocorrida no Sindicato dos Coachs, que o partido Novo passa agora a se chamar Novo Novo. A mudança foi feita como forma de distanciar a legenda do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que é filiado ao antigo partido Novo, que depois da mudança, passa a se chamar Velho Decrépito.

“A gente fez um brainstorm onde surgiram vários nomes puta legais”, explicou Amoedo. “Pensamos em New, Newest, New Novo, Novo Light. Mas acabamos escolhendo Novo Novo, para ter essa pegada patriótica, all-portuguese.” As mudanças afetaram também o padrão visual do partido, que mudou de cor depois de perder o direito do uso do laranja, que a partir de agora passa a ser de uso exclusivo das queimadas promovidas por Salles. “Adotamos uma cor transparente, que representa a transparência que queremos apresentar ao nosso eleitor”, explicou Amoedo, mostrando uma tela totalmente em branco com a nova logomarca.

O partido também publicou uma diretriz ambiental para deixar claro que não está mais ligado a Ricardo Salles. “A lógica é a da meritocracia”, explicou. “O agro quer ocupar o lugar da árvore? Até pode, mas tem que ter um business plan.” A ideia, explicou, é fazer um processo seletivo em que uma muda de soja vai competir pelo terreno com um pé de jacarandá. “Ganha quem fizer mais lobby no Congresso.”

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