“Se não têm donuts, que comam brioches”, diz Paulo Guedes

“L’État minimal c’est moi”, declarou Guedes, quando perguntado se irá renunciar ao cargo na Dinastia Bolsonaro

BRASIL, 1789 – O ministro dos maus costumes, eminência parda da economia e príncipe herdeiro do reino da Fiesp, Paulo Antonieta de Orleans e Bragança Guedes Bolsonaro Bourbon (só se for envelhecido 12 anos) – também conhecido como Duque de Chicago – chocou a Praça das Três Bastilhas, hoje pela manhã, ao defender uma vez mais as vantagens de não haver empregadas domésticas viajando para a Disney, por efeito da alta do dólar. “Se não têm donuts, que comam brioches. Nas padarias de Foz do Iguaçu e Cachoeiro de Itapemirim tem”, declarou, antes de guilhotinar um pobre condenado à pena de morte por ter cometido o crime de continuar pobre.

A frase de Guedes causou mal estar na ala mais moderada do Palácio de Versalhes (aquele carro da Ford). “Considerei pesado, inapropriado, e desrespeitoso para com a raça das domésticas”, disse o Cardeal Roberto Alvim, responsável pela propaganda da aristocracia. “Eu nunca diria uma coisa dessas nem sequer para uma árvore”, complementou o Cardeal Ricardo Salles, jardineiro-real do palácio. “Nem a língua portugueza meresse cer tão agredida”, concluiu o Cardeal Weintraub, tutor dos príncipes Charles, Eduard e Flaviô.

Apesar da revolta popular, cerca de 30% dos plebeus e burgueses fiéis à Coroa preferiram aplaudir a frase de Guedes, defendendo que o acesso ao brioche revela, na verdade, uma melhoria dos índices econômicos. “Quando o PT estava no poder, as padarias só vendiam pão francês, que nem patriótico é”, declarou o empresário burguês Lucien Hang, le vieil homme de l’Havan, que já está parcelando a venda de brioches em dez vezes sem juros.

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