Flagrado com apenas 480 mil reais, Nuzman teme sofrer bullying de companheiros

Te locupleto lá fora

 

CÂMARA CRIOGÊNICA – Na manha da última terça-feira, a operação Unfair Play, parte da Lava Jato, terminou em frustração, apesar da ampla cobertura midiática. Agentes da Polícia Federal realizaram uma batida na casa de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, e encontraram 480 mil reais em dinheiro vivo, bem como o corpo morto-vivo do próprio Nuzman.

Embora tenha sido considerada exitosa pela imprensa e pelo público, não é essa a avaliação do Capitão Pereira, responsável pela operação. “O time tava esperando encontrar algumas dezenas de milhões de reais, plutônio enriquecido, humanos prontos para serem traficados. Nuzman é barra pesada!”, disse o policial, amuado, “mas só encontramos meio milhão, uma mixaria que ele deve ter deixado para a caixinha de natal dos porteiros”.

Conduzido à delegacia, o lobista esportivo tentou desesperadamente negociar com os agentes federais. Pretendia convencê-los a divulgar que a quantia encontrada em sua residência fora dez vezes maior. Ele temia “manchar sua honra” diante de companheiros como Geddel Vieira Lima, Nestor Cerveró e Rodrigo Rocha Loures.

Como último recursos, o advogado de Nuzman anunciou que os mais de R$ 30 milhões encontrados num apartamento ligado a Geddel Vieira Lima, em Salvador, são na verdade do presidente do COI, que teria despachado a quantia para que fosse “lavada na lavagem do Senhor do Bonfim”.

À noite, ao retornar a seu apartamento, Nuzman viu o seu medo se concretizar: em sua sala acumulavam-se 480 cestas básicas com um cartão que dizia apenas “dos seus amigos, com muito carinho e misericórdia”.

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